Essa semana, como experiencia de vida, tem vivido momentos bons e ruins compartilhados esses momentos pessoas insignificantes que não se dão conta por si do que elas realmente são.Eu acho incrível como muitas pessoas agem de má índole. Então vamos lá...
Há algumas semanas atrás eu havia me candidatado às eleições do Grêmio Estudantil, o primeiro já realizado por minha escola.
Na semana passada, durante as eleições um acontecimento inusitado deixou dúvidas em relação à minha confiabilidade.
No dia da decisão, três meninas queriam entrar na Comissão Eleitoral tentando nos auxiliar naquele momento crítico.
As meninas, por si só vieram, porém com saias curtas, blusa tomara-que-caia e entre outros trajes supostamente proibidos de entrar em ambientes sociais. Elas foram impedidas de entrar na escola, até aí tudo bem.
Elas foram para casa, trocaram de roupa, e voltaram à tarde com roupas adequadas. Exceto uma, que veio com uma calça debaixo de uma mini-saia. Por causa dessa mini-saia, todas as garotas foram impedidas novamente de entrar na escola.
Eu, numa situação difícil naquela hora, sem ninguém para me auxiliar na monitoração das votações, encontrava-me desesperado, procurando ajuda.
Ao ver as meninas no portão da escola impedidas de entrar pela faxineira que fazia o trabalho de coordenadora, não medi esforços para tentar colocá-las em meu lugar.
Já era tarde para mim, eu estava exausto, com o estômago pedindo clemência até aquele momento, pois não podia deixar meu posto.
Então resolvi ir até a direção conversar com a diretora para que conseguisse uma autorização e deixar as meninas no meu lugar nas campanhas. Já a diretora, estava ocupada, e eu naquela situação de aflição, não perdi tempo e tirei fotos das roupas que as meninas estavam usando.
No momento em que a diretora encontrava-se livre, mostrei-a as fotos e ela imediatamente permitiu que as meninas entrassem e ordenou que a faxineira abrisse os portões.
Contrariando as ordens da diretora, a faxineira não permitiu explicando que as meninas estavam com roupas inadequadas, sendo que eu tinha a prova nas mãos de que elas não estavam agindo errado.
Diante aquela confusão, a mãe de uma das garotas foi chamada para dar esclarecimentos e eu ouvia aquela discussão com o coração na mão temendo que meu nome fosse citado.
Ouvindo o depoimento da mãe da aluna e da faxineira, a diretora logo entrou em contradição se deparando contra mim, pondo meu nome na lista de advertência da secretaria.
Na hora não entendi o que se passava na cabeça da diretora para ela tomar aquela atitude tão drástica. A partir desse dia, eu venho sendo tratado com desrespeito por todas as autoridades daquela escola.
A minha intenção era conseguir pessoas para auxiliar na minha eleição. Se uma garota estava com roupa inadequada, que a dispensasse, pois não podia recusar ajuda naquele momento tão crítico.
Exausto eu estava, trabalhando na campanha das 8:00 da manha até às 6 da tarde, resolvi ir embora. Momentos antes, havia dito que não me importava com o resultado, que para mim tanto faz. Mal sabia eu que aquilo iria me prejudicar futuramente.
No dia seguinte, foi feita a apuração dos votos e para minha felicidade, eu havia ganhado as eleições pela Chapa 1 (da qual eu participava) no posto mais alto, a de Presidente. Diante todo esse momento de felicidade, eu nem poderia imaginar que os momentos de angústia, decepção e uma raiva mortal viriam à tona nos próximos dias.
Na semana seguinte, ao chegar na escola recebi a notícia que abalou todos aqueles que apostaram em minha competência durante as eleições. Tudo que eu poderia mais temer naquele momento: Fui rebaixado à Vice-presidente!
A notícia caiu como uma bomba na lábia daqueles que eram contra, principalmente a faxineira. Eu podia descrever melhor aquele momento com apenas uma palavra, “Indignação.”
Passado algumas horas, fui até a coordenação pedir esclarecimento daquela absurda atitude.
Ao falar com a professora responsável pelo Grêmio, o argumento usado por ela foi como a de um julgamento do qual eu fosse o Réu.
Por mais incrível que pareça a minha defesa foi inútil em comparação a de uma pessoa que estava acostumada a lidar com casos semelhantes. Eu me senti num verdadeiro tribunal regenerado de injustiças.
Embora seja pressionado à desistir até hoje por inimigos, não recuei, e continuo bravamente tentando mudar o jeito rude de se administrar esse batalhão da vida, do qual chamamos de Escola.
Rafael Brito, 22 de Abril de 2010
Rafael Brito, 22 de Abril de 2010

